Foi realizado, na última quinta-feira (dia 4) em Paraty, o I Encontro dos Pontos de Cultura da Costa Verde. O tema do evento foi a Cultura Digital e o programa Cultura Viva. Foram discutidas também as atividades dos pontos de cultura da região e as necessidades das comunidades tradicionais indígenas, caiçaras e quilombolas.
O evento reuniu representantes de dez pontos, incluindo os temáticos como o de Teatro e o da Flipinha (programação infantil da feira literária de Paraty) e os pontos das comunidades tradicionais da região, situadas entre Angra dos Reis e o norte de Ubatuba, em São Paulo. Também estiveram presentes ao encontro a Coordenadora de Cidadania e Diversidade Cultural da Representação Regional do Ministério da Cultura, Valquíria Dias, e representantes das Secretarias de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e do Município de Paraty.
Telecentros
Um dos pontos altos do encontro foi a inauguração dos novos terminais do Telecentro do Ponto de Cultura Patrimônio Imaterial e Geração de Renda de Paraty vinculado ao Instituto Trilha da Arte e Educação (ITAE). São 15 terminais recondicionados, doados pelo Serpro, ligados a um servidor. Outros cinco computadores doados estão de reserva, esperando uma eventual ampliação das instalações.O telecentro do ITAE foi criado em 2005, em parceria com o Ministério da Cultura e o Serpro.Nos últimos seis anos, a instituição vem dando aulas de informática, com o uso do sistema operacional Linux, para moradores da periferia de Paraty.
Outros três pontos de cultura também receberam doações do Serpro. O Quilombo de Cambury ganhou cinco computadores recondicionados, o Ponto de Cultura Caiçaras de Joatinga, na Praia do Sono, outros cinco e Taquari, mais dez .
Em alguns casos, estas doações são apenas o primeiro passo para o funcionamento dos telecentros. O coordenador do ponto de cultura Associação Nhandeva, Roque Gonzalez, comenta que muitas comunidades são afastadas dos centros urbanos e ainda recebem pouco suporte das políticas públicas de inclusão digital: “ As comunidades guaranis de Paraty Mirim, caiçaras da Praia do Sono e do Pouso da Cajaíba e o Quilombo do Bracuí não têm conexão à internet. Há lugares onde nem as companhias de comunicação celular têm sinal suficiente para transmitir dados”.
Participação do Leitor
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