O foyer do Theatro José de Alencar (TJA) foi palco para o diálogo dos representantes das Artes Cênicas do Ceará sobre as carências do segmento. A conversa, que aconteceu nesta quinta-feira (18), contou com a participação do chefe da Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura, do representante, no Nordeste, da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Reinaldo Freire (Naldinho), do presidente da Associação dos Proprietários, Artistas e Escolas de Circo do Ceará (Apaece), Carlos Mariano de Souza, da integrante do Movimento Todo Teatro É Político, Vanéssia Gomes, da representante da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos, Vitória Freitas, do coordenador do Curso de Princípios Básicos de Teatro do TJA, Joca Andrade, além de bailarinos, atores, circenses e estudantes das artes cênicas.
O encontro, provocado pela Funarte no intuito de apresentar as oficinas oferecidas para o segmento, gerou uma série de reflexões nos participantes. A ideia é que a classe artística escolha uma disciplina, de uma lista de 14 capacitações, para ser realizada ainda no segundo semestre de 2011. Izabel Gurgel, que junto à Silêda Franklin dirige o Theatro José de Alencar, sugeriu que se pensasse na área mais frágil das artes cênicas no Ceará. “São poucos os recursos e muitas as vontades, então acredito que os interessados devem concentrar esforços na área em que há menor possibilidade de formação”, explicou.
Já o coordenador do Curso de Princípios Básicos de Teatro do TJA, Joca Andrade, discutiu a possibilidade de transformar a oficina técnica em um momento de troca de conhecimentos instigantes para a criação e a criatividade. Joca incitou o grupo com o seguinte questionamento: “Quais as nossas urgências éticas, estéticas e políticas?”. Para Sílvia Moura, representante do colegiado setorial de Dança, do Conselho Nacional de Políticas Culturais, caso fosse escolhida uma atividade técnica, era importante ter em mente o nível da capacitação. “As oficinas de curta duração são normalmente voltadas para iniciantes. Precisamos buscar atividades de reciclagem e aperfeiçoamento também para quem já atua no setor”, declarou Moura.
Os participantes do encontro preferiram marcar um segundo momento para estudar as ementas das oficinas e só então tomarem uma decisão para a capacitação no Ceará.
Texto e Foto: Maíra Brandão – Ascom RRNE/MinC
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