Os pontos de leitura do Estado do Rio de Janeiro tiveram participação destacada no estande do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) na XV Bienal do Livro. Nos onze dias da feira (de 1 a 11 de setembro), no pavilhão do Riocentro, os pontos da capital, Baixada Fluminense, Barra de São João e Maricá desenvolveram atividades variadas, como rodas de leitura, recitação de poemas, contação de histórias, exibição de vídeos e oficinas culturais.
A secretária executiva do PNLL, Maria Antonieta Cunha, elogiou a atuação dos pontos de leitura na Bienal: “Eles vestem a camisa de maneira extraordinária, tiveram uma atuação muito boa e se relacionaram muito bem com a equipe do PNLL”. Antonieta destacou também a capacidade de mobilização dos grupos, que levaram muitos participantes ao evento e souberam despertar a atenção do público. Satisfeita com os resultados, ela já planeja desenvolver novas atividades em parceria com os pontos de leitura.
Os pontos de leitura também gostaram da participação na Feira. Edilson Gomes Maceió, do Cisane de Nova Iguaçu, afirmou que a atividade enriqueceu o currículo dos participantes: “Foi maravilhoso, 100 por cento bacana”. Ele acrescentou que o Cisane está à disposição do PNLL, não só para a próxima Bienal mas para outros eventos e concluiu: “Podemos repetir e ainda melhorar”. A coordenadora da biblioteca Elias José, do Museu da Maré, Marilene Nunes da Silva, elogiou a receptividade do público e disse que, se a instituição for convidada para a próxima Bienal, terá prazer em participar.
Destaques da programação
Logo no primeiro dia, o ponto de leitura Zuenir Ventura, do Cisane, de Nova Iguaçu, desenvolveu várias atividades com o tema Mulheres em verso e prosa. Ao longo do dia, os destaques foram uma roda de leitura e contação de histórias infantis e a oficina de fanzine (publicações alternativas dedicadas às artes), realizada pela professora Ivone Landim. O ponto de leitura Atelier das Palavras, do Morro da Mangueira, apresentou um vídeo institucional sobre o projeto Meninas e Mulheres da Mangueira e realizou mesa de debates aberta ao público.
No segundo dia, o Pólo Conexão Leitura, da Baixada Fluminense, desenvolveu o tema Jovens e Leitura. A contação de histórias do autor Francisco Gregório Filho agradou bastante e o toque diferente na programação foi a oficina de confecção de tranças e tererês, que atraiu dezenas de meninas.
Yoga, leitura e arte foram o tema do ponto Ler é um prazer- Gasco, do morro do Vidigal.
A oficina Yoga e Jogos Criativos agradou aos adeptos das atividades alternativas. E a preocupação com o meio ambiente esteve presente na roda de leitura O Planeta está com febre.
Já o ponto de leitura Tear, do bairro da Tijuca, no Rio, decidiu estimular a criatividade da garotada presente à Bienal. O grupo conduziu, com habilidade, uma atividade coletiva de criação de textos, em que cada participante acrescentava uma nova frase, até se chegar a uma história completa. A peça era então encenada pelo grupo.
No quarto dia, a atração do estande do PNLL veio do Amazonas. A professora Joelma Monteiro de Carvalho, de Parintins, apresentou um vídeo institucional sobre sua tricicloteca, a biblioteca itinerante que leva a leitura a pontos distantes da Amazônia. Mereceu destaque também o vídeo sobre o famoso festival folclórico de Parintins, com os dois grupos concorrentes: o Boi Garantido e o Boi Caprichoso. No mesmo dia, o ponto de leitura da Rocinha promoveu um recital de poesia com pequenos poetas daquela comunidade da zona sul do Rio de Janeiro.
Outro ponto alto da programação do estande foi a palestra de Marcelo Lemos, gestor do programa de inclusão digital do Banco do Brasil. No quinto dia da feira, ele falou sobre a Leitura na Era Digital. Neri traçou um panorama dos registros deixados pelo homem, desde a pré-história, passando pela escrita das civilizações da antiguidade, até chegar à era digital e à internet.
No sexto dia, o Pólo Baixada Literária desenvolveu atividades com o tema Planeta Leitor: lendo e preservando. Além da preocupação com a leitura, as atividades deste dia se voltaram para a preservação do meio ambiente.Pela manhã, foi realizada uma oficina de reciclagem de óleo de cozinha e à noite houve uma apresentação de fantoches e marionetes, fabricados a partir de material reciclável.
O Museu da Maré organizou uma exposição sobre a história deste complexo de favelas da zona norte do Rio e promoveu a contação das lendas da região da Maré. No dia seguinte foi a vez de o Projeto Pimenta Social, da Baixada Fluminense, mostrar suas atividades sobre a literatura e a cultura nordestinas. Daniel Guerra explicou o que é literatura de cordel e como ela é feita. Houve também apresentação do cordelista Miguel Bezerra, autor da música de abertura da novela Cordel Encantando, que estava lançando um livro sobre esta tradicional arte popular nordestina. Outro destaque do dia foi a oficina de xilogravura.
No nono dia, o Pólo Baixada Literária, de Nova Iguaçu, promoveu debate sobre políticas públicas de cultura com Luciana do Vale, do Plano Nacional do Livro e Leitura, a diretora da biblioteca municipal de Nova Iguaçu, Malena Cabral Xavier, e o secretário municipal de Cultura do município, Anderson de Ávila Alves.
No penúltimo dia da Feira, os responsáveis pela programação foram a Casa de Leitura Casimiro de Abreu, do município de Barra de São João, e o ponto de leitura Traças do Bem, de Maricá. A Casa de Leitura promoveu exposição de artesanato, contação de histórias. O Traças do Bem exibiu o vídeo O Poeta do Castelo, sobre a obra de Manuel Bandeira.
No encerramento da Bienal, a biblioteca comunitária Solano Trindade, de Duque de Caxias, realizou café literário sobre o tema Quem tem medo do frevo, além de debates sobre a biblioteconomia e os movimentos sociais; e a economia solidária das bibliotecas comunitárias.
Participação do Leitor
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