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Oscar 2012

'Tropa de Elite 2' concorrerá a uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro

O filme Tropa de Elite 2, dirigido por José Padilha, vai representar o Brasil na disputa a uma vaga para concorrer ao Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro na festa do Oscar 2012. A escolha, por consenso, foi feita na manhã desta terça-feira (20) pela Comissão Especial de Seleção, reunida no Palácio Gustavo Capanema, sede da Representação do Ministério da Cultura, no Rio de Janeiro.

A produção brasileira selecionada fez parte de uma lista de quinze filmes inscritos junto à Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC), para a  seleção nacional. Dentre os filmes inscritos estavam Assalto ao Banco Central, de Marcos Paulo; As mães de Chico Xavier, de Glauber Filho e Halder Gomes; e Estamos Juntos, de Toni Venturi.

O anúncio da indicação foi feito pela secretária do Audiovisual do MinC, Ana Paula Santana. Segundo ela, a escolha unânime do filme se deve à “inquestionável qualidade da obra”. Ela afirmou que o Oscar é uma ótima oportunidade para o governo promover a cinematografia brasileira no exterior e acrescentou: “É um campo enorme a explorar além do Oscar. Outros eventos internacionais de cinema têm tanta credibilidade, talvez até mais, e também devem ser explorados”.

Agora, Tropa de Elite 2 irá disputar com produções de outros países uma das cinco vagas para concorrer ao título de Melhor Filme em Língua Estrangeira.

Além da secretária do MinC, participaram da comissão o presidente da Associação Brasileira de Cinematografia, Carlos Eduardo Carvalho Pacheco; o ministro do Departamento Cultural do Itamaraty, George Torquato Firmeza; e os representantes da Academia Brasileira de Cinema, Jorge Humberto de Freitas Peregrino, Nelson Hoineff, Roberto Farias e Silvia Maria Sachs Rabello.

Qualidade e Atualidade

Jorge Peregrino considerou Tropa De Elite 2 “um filme excepcional” e de temática atual. “É tecnicamente bem feito, tem ritmo, direção e boa fotografia. Além disso, é um filme contra a  corrupção, tem atualidade”.

O cineasta Roberto Farias afirmou que o “mundo cinematográfico respeita os filmes que vêm do Brasil, pela qualidade e pela receptividade do público”.

Outro integrante da comissão, Nelson Hoineff,  comentou que “o público é inteligente e reage às coisas boas. O filme tem autêntica chance de ganhar uma indicação”. Segundo ele, “a sinergia entre o filme e o público se deve em parte  ao tema corrupção”. Tropa de Elite 2 é recordista de público no mercado brasileiro e foi visto por mais de 11 milhões de espectadores.

Quanto aos critérios de escolha do filme pela comissão, Roberto Farias disse que o grupo chegou à conclusão de que não pode haver uma regra predeterminada. “Cada lista impõe determinadas visões, há variáveis infinitas”.  E Peregrino acrescentou que “ninguém consegue saber os critérios da Academia de Cinema de Hollywood.

Ana Paula Santana informou que, a partir de agora,  o MinC e o Itamaraty vão, em parceria, cuidar da promoção e da divulgação do filme junto aos membros da Academy of Motion Pictures Arts and Sciences. Segundo a secretária, o apoio poderá ser logístico e financeiro.

Noventa e oito países vão disputar uma vaga para concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro. A pré-seleção dos cinco indicados que chegarão à fase final da competição deverá ser feita até janeiro do ano que vem. Desde 1998 a Secretaria do Audiovisual do MinC é encarregada de indicar o candidato brasileiro ao prêmio.

Ficha técnica

Tropa de Elite 2 tem direção de José Padilha e foi produzido pela Zazen Produções Audiovisuais Ltda. Os principais nomes do elenco são Wagner Moura, André Ramiro, Maria Ribeiro e Milhem Cortaz.  A produção dá continuidade ao Tropa de Elite 1, filmado em 2007.

O filme conta a história de Nascimento (Wagner Moura), capitão no primeiro longa da série, agora promovido a coronel. Afastado do Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar) em consequência de uma operação mal sucedida , ele vai trabalhar na Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Lá descobre que  a corrupção contamina boa parte do sistema policial, atingindo também políticos e outras autoridades. Em vez de  apenas combater o tráfico de drogas e o crime organizado, os policiais formam milícias e tomam o lugar dos criminosos no controle das favelas, explorando e intimidando os moradores.

(Texto: Heloísa Oliveira, Ascom/RRRJ/MinC)
(Fotos: Alexandre Lima)

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