Para definir as ações, diretrizes e políticas públicas para a economia criativa brasileira entre 2011 e 2014, o Ministério da Cultura lançou nesta sexta-feira, 23 de setembro, na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, o Plano da Secretaria da Economia Criativa.
A secretária Cláudia Leitão apresentou o documento durante o II Seminário Internacional de Políticas Culturais: “Com esse plano, damos um passo importante no reposicionamento do Ministerio da Cultura como eixo de desenvolvimento do Estado brasileiro”, afirmou a secretária, que agradeceu, ainda, a colaboração de todos os parceiros na construção do Plano.
O Plano da Secretaria da Economia Criativa é fruto de uma colaboração coletiva que reuniu especialistas e parceiros institucionais como agências de fomento, instituições internacionais, Sistema S (Senai, Senac, Sesc e Sebrae), universidades, segmentos criativos, estatais, institutos de pesquisa, organizações do terceiro setor, Secretarias e Fundações de Cultura dos estados e capitais brasileiras, além de 16 ministérios e do Sistema MinC.
“Agradeço por estar fazendo parte desse esforço tão importante de quebrar a invisibilidade dessa área, que tem um impacto não só para o desenvolvimento social, mas econômico do país”, declarou a representante do BNDES, Helena Lastrés. Ela reforçou o compromisso da instituição de orientar suas ações em função das atividades da SEC/MinC e convidou a secretária Cláudia Leitão para apresentar o plano à superintendência do BNDES.
O plano estabelece, segundo Cláudia Leitão, o compromisso do MinC em dialogar com todos esses parceiros e caminhar para um Plano Setorial de Economia Criativa: “Vamos ouvir junto com Sistema Nacional de Cultura, a população brasileira com o objetivo maior de formular, implementar, especialmente, monitorar, políticas públicas para o novo desenvolvimento, esse é o maior escopo da SEC/MinC”, conclui.
Cultura e Tecnologia
A Secretaria da Economia Criativa busca inspiração no economista e ex-ministro da Cultura, Celso Furtado. Ele acreditava na harmônia entre o progresso tecnológico e o acesso de seus produtos e serviços às camadas mais amplas da sociedade brasileira por meio do desenvolvimento local e regional. “As idéias de Furtado nos animam a avançar. Assumimos hoje, com o lançamento do Plano da SEC, o desafio de contribuir para o desenvolvimento local e regional a partir dessa nova economia que utiliza como insumo, a criatividade”, explicou Cláudia Leitão.
Das linguagens artísticas ao artesanato popular, das tecnologias da informação aos serviços do design, da indústria da moda ao mundo dos games, a SEC/MinC busca o feliz casamento entre as artes, a ciência e as novas tecnologias. Para a viúva de Furtado Celso, Rosa Furtado, a iniciativa do MinC em criar essa nova secretaria figura em continuidade: “Quando foi ministro da Cultura, Celso pensava na economia como eixo para o setor e isso é uma espécie de continuidade. Fico muito feliz com a atual gestão do MinC de tratar um tema que para o Celso era muito importante: ver a dimensão econômica da cultura”. Rosa Furtado disse, ainda, quer irá ler o Plano e estudar as possíveis colaborações do Centro Internacional Celso Furtado.
Acordos de Cooperação
A Secretaria da Economia Criativa está em processo de estruturação, mas trabalha na assinatura de acordos de cooperação com o IBGE, IPEA e Sebrae para os próximos dias. O convênio com o IBGE retomará a criação da conta-satélite da cultura e possibilitará o levantamento de números sobre o setor. Com o IPEA, o esforço será para a criação de indicadores culturais, e com o Sebrae serão construídas ações de mapeamento e de programas na área de capacitação, apoio ao mercado, geração de negócios e gestão empresarial para competividade. “O artista tem que criar, mas é justo que ele tenha apoio para essa criação e esse é o nosso papel junto a estas instituições”, concluiu Leitão.
O Plano da Secretária da Economia Criativa está disponível no site do Ministério da Cultura. Nele também é possível conhecer a metodologia usada pela equipe da SEC/MinC para sua construção. A intenção é que estados e municípios brasileiros possam seguir o modelo e implantar ações de economia criativa em seus planejamentos de gestão.
Confira aqui o Plano da SEC/MinC.
(Texto: Sheila Rezende, Ascom/ SEC/MinC)
(Fotos: Daniel Lewinsohn)
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