A Sala Villa Lobos, do Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília, reuniu na última quarta-feira, 19, mais de 2,4 mil pessoas em homenagem aos sete vencedores da etapa nacional da 24ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, editado anualmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cultura. Cada um dos vencedores recebeu troféu, certificado e R$ 20 mil por ações de preservação e divulgação do patrimônio cultural.
O Prêmio é um estímulo a pessoas e instituições que não medem esforços para desenvolver e implantar ações preservacionistas e de educação patrimonial. Este ano, inserida nas comemorações do Ano Internacional do Afrodescendente, a edição presta uma homenagem aos 100 anos de nascimento do artista plástico Carybé. A cerimônia também foi o espaço para a entrega do Prêmio Viva Meu Mestre, uma parceria do Iphan com a Fundação Cultural Palmares e as Secretarias de Identidade e Diversidade Cultural e de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, em apoio à transmissão dos conhecimentos tradicionais ligados à prática da Capoeira.
Organização da sociedade
A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, recepcionaram os premiados e ressaltaram a importância de compartilhar a gestão e a preservação do patrimônio cultural do Brasil. Para a ministra, o grande número de ações inscritas na premiação, 230 neste ano, demonstra uma maior organização da sociedade na preservação e valorização da diversidade cultural. Ela disse ainda que “essas são criativas soluções das comunidades que buscam preservar o que há de mais rico: sua própria identidade”.
Ressaltando que patrimônio é uma construção da sociedade brasileira, o presidente do Iphan lembrou que, ao longo dos anos, o conceito de patrimônio evoluiu e hoje a sociedade tem grande responsabilidade em sua gestão e preservação. Por isso, para Luiz Fernando de Almeida, “o Prêmio Rodrigo é o reconhecimento das iniciativas bem sucedidas de recuperação do patrimônio cultural brasileiro para além das ações do Iphan”.
Após a entrega dos prêmios, a cantora Renata Jambeiro e o sambista carioca Diogo Nogueira, com a turnê Sou Eu, encerraram a festa com grande participação e animação dos premiados e do público que lotou o Teatro.
O Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade foi criado em 1987 e é constituído de um troféu, um certificado e um prêmio estímulo de R$ 20 mil. São sete categorias contempladas.
Rodrigo Melo Franco de Andrade
O advogado, jornalista e escritor Rodrigo Melo Franco de Andrade nasceu em 17 de agosto de 1898, em Belo Horizonte. Foi redator-chefe e diretor da Revista do Brasil. Na política, foi chefe de gabinete de Francisco Campos, atuando na equipe que integrou o Ministério da Educação e Saúde do governo Getúlio Vargas. O grupo era formado por intelectuais e artistas herdeiros dos ideais da Semana de 1922.
Rodrigo Melo Franco de Andrade comandou o Iphan desde sua fundação em 1937, até 1968. O prêmio foi criado em 1987 em reconhecimento às ações de proteção, preservação e divulgação do patrimônio cultural brasileiro. Seu nome é uma homenagem ao primeiro dirigente da instituição.
Confira aqui os premiados de 2011.
(Texto: Adélia Soares, Ascom/Iphan/MinC)
(Fotos: Bruno Spada, Ascom/MinC)
Participação do Leitor
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