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Direito Autoral

MinC propõe unificação da base de dados do registro público e a informatização das informações em seminário na Câmara dos Deputados

Na quarta-feira, 26/10, o Ministério da Cultura anunciou no seminário Comunicação Digital, Conteúdos e Direitos do autor, realizado na Câmara dos Deputados, a proposta de criação de uma plataforma digital para registro e licença pública. O intuito do MinC é o de que na reforma da Lei de Direito Autoral seja feita a unificação da base de dados do registro público e a informatização dessas informações. A medida vai permitir ao autor da obra decidir a melhor forma de gerenciamento e aplicação desses dados.

O registro público já existe, porém não há um banco de dados unificado. Com a unificação do registro e sua informatização, o autor terá condições de gerenciar os seus direitos sobre a obra. É o que explica o gerente de Cultura Digital do Ministério da Cultura, José Murilo Júnior. “A ideia é que o próprio autor faça o registro dos metadados de sua obra, e ele vai poder fazer o que chamamos de costumização da sua licença. Poderá dizer se está protegendo completamente a sua obra ou se está liberando para determinados usos. É como uma escala que vai de 0 a 100 na qual ele tem total liberdade para definir que uso deve e pode ser feito”.

Para o coordenador-geral da Diretoria de Direitos Intelectuais do MinC, Cristiano Borges, a implementação trará uma solução integrada para diversos campos da produção cultural. Borges acredita que o advento da internet trouxe uma série de complexidades, que deverão ser sanadas a partir da atribuição de autoria e controle do autor sobre a própria obra. “No campo da internet, há inúmeros casos de obras, de todos os tipos, que ficam soltas, como se não tivessem autores. A atribuição de autoria é o primeiro passo desta licença pública. E se houver alguma dúvida, vai haver a base de dados na qual será possível identificar o autor. A idéia é que a base de dados seja aberta para a utilização do público e para empreendimentos, ou seja, modelos de negócios que vão desde a gestão coletiva até arranjos de visibilidade e acesso que a gente nem imagina hoje”, explica.

Murilo detalha que na base de dados, todos os campos da produção cultural serão contemplados. Por exemplo, o audiovisual ficaria em uma base de dados; livros, música, artes visuais, todas separadas por temas e armazenas com as devidas informações. “Você tem uma integração de tudo isso a ponto de criar um sistema de metadados que facilite a integração entre obras e que tenham alguma relação temática. São tipos de aplicações comuns hoje em dia na rede, mas até agora não foram feitos porque os dados não estão integrados nem informatizados”.

A proposta do MinC perpassara por temas diversos que foram apresentados no seminário. Na terceira mesa de discussão, da qual a Pasta fez parte, o secretário adjunto de Cultura do Rio Grande do Sul, Jeferson Assumção, abordou a dificuldade de conciliar os interesses de cada autor. “Hoje vivemos na era da infinita reprodutibilidade técnica. É muito bom do ponto de vista da democratização da informação o livre acesso a conteúdos diversos, a colaboratividade… O problema é conciliar o acesso livre e gratuito com interesses diversos e em várias áreas culturais e artísticas distintas”.

Borges acredita que a proposta do Ministério significa que o Estado passará a agir em um campo que até agora era ocupado por usuários diversos e grandes empresas privadas, que lucram com o livre acesso à produção intelectual na rede. “Nossa proposta responde muito bem a boa parte das questões que foram colocadas aqui no evento por diversos representantes de várias áreas. É uma ação executiva para a questão da internet. Não podemos afirmar ainda que seja completamente satisfatória, mas apresenta várias possibilidades e tem como ponto principal é a atribuição de autoria. O autor vai escolher a melhor forma de uso dessa informação. Assim não ficaremos estagnados em apenas um modelo de gestão”, finaliza.

(Texto: Rosiene Assunção – Ascom/MinC)
(Fotos: Renan Rodrigues – Ascom/MinC)

 

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5 comentários

  • Vladimir Stallman Magón

    26 de dezembro de 2011

    Está na Casa Civil MAS NÃO ESTÁ DISPONÍVEL AQUI.
    Por que um projeto que se originou no MinC não está sendo divulgado na integra pelo MinC?
    Qual a dificuldade de vocês colocarem um simples link aqui direcionando para a integra do projeto?
    Por que você excluiram centenas de postagens que existiam anteriormente neste espaço?
    Por que vocês excluiram o cronograma de elaboração do APL deste espaço?

    O MinC precisa dar estas explicações.

    E mais…
    Pelo que sei, não é uma regra a Casa Civil devolver os projetos de Lei como ocorreu com este. A devolução se deu por pedido da ministra, por ela entender que o projeto deveria sofrer modificações. Não foi uma devolução compulsória ou automática não.

    Agora sumir com centenas de postagens que existiam aqui… é uma coisa bem estranha.

    RESPOSTA: Prezado, como de praxe, a Casa Civil devolveu o anteprojeto da LDA ao MinC no início da atual gestão. O texto foi exposto à sociedade entre 25 de abril e 30 de maio de 2011, pela primeira vez desde a consulta pública realizada em 2010. Novo prazo foi aberto para contribuições. Em seguida, foi realizado um seminário (de 31 de maio a 1º de abril) amplamente divulgado – e aberto à sociedade – com o objetivo de finalizar o processo colaborativo e aperfeiçoar o anteprojeto. Em oito de julho, o texto foi encaminhado ao GIPI , instância governamental de coordenação das políticas de propriedade intelectual, composto por 11 ministérios. No início de agosto, as contribuições foram disponibilizadas no site do MinC. Atualmente, o anteprojeto está na Casa Civil, órgão ao qual incumbe encaminhar o texto ao Congresso Nacional, período em que a sociedade terá oportunidade de discutí-lo novamente de forma democrática.

  • Vladimir Stallman Magón

    20 de dezembro de 2011

    Onde estão minhas postagens???
    Sumiram com o cronograma e agora estão querendo eliminar as postagens?
    Vocês não podem fazer isso não, porque este espaço tem que refletir o desenrolar do processo de elaboração do projeto de lei. Este espaço é público.

    RESPOSTA: Prezado, como de praxe, a Casa Civil devolveu o anteprojeto da LDA ao MinC no início da atual gestão. O texto foi exposto à sociedade entre 25 de abril e 30 de maio de 2011, pela primeira vez desde a consulta pública realizada em 2010. Novo prazo foi aberto para contribuições. Em seguida, foi realizado um seminário (de 31 de maio a 1º de abril) amplamente divulgado – e aberto à sociedade – com o objetivo de finalizar o processo colaborativo e aperfeiçoar o anteprojeto. Em oito de julho, o texto foi encaminhado ao GIPI , instância governamental de coordenação das políticas de propriedade intelectual, composto por 11 ministérios. No início de agosto, as contribuições foram disponibilizadas no site do MinC. Atualmente, o anteprojeto está na Casa Civil, órgão ao qual incumbe encaminhar o texto ao Congresso Nacional, momento em que a sociedade terá oportunidade de discutí-lo novamente de forma democrática

  • MinC quer unificar registro de obras | Rede Candanga

    31 de outubro de 2011

    [...] *Com informações do Portal da Cultura. [...]

  • Marcos Silva Oliveira

    26 de outubro de 2011

    Este âmbito é principalmente o da escrita, da manifestação e criação, poesia e teatro, novelas e romances, textos e artigos, a filosofia, mas também a comunicação, a carta e o telegrama, a leitura, a relação com a sala de aula, com a televisão, com a mensagem, com a geração de enunciados e frases, o jornal, as publicações, também a palestra, o diálogo e a conversa, ser homem das letras. A época aqui tem percurso, o prosseguir com confiança, ampliar o âmbito alcançado, com certa inteligência, a criação e permissão, a influência e o adentrar outros domínios, o alerta e a atenção, fazem do filósofo, deste certo tipo de trato, desta poética, o caminho e trajetória, para uma filosofia feliz. Mais que criação poética, mais que ser literato e homem das letras, o trato poético-filosófico da realidade e dos sentidos. As cenas aqui são múltiplas.

  • Vladimir Stallman Magón

    26 de outubro de 2011

    Cadê o link para assistir a gravação deste seminário. Eu quero ver…

    Só colocar essa noticinha chapa branca não serve pra nada… põe o link ai truta…..

    RESPOSTA: Prezado, você pode ter acesso ao conteúdo de áudio ou vídeo do evento no site da Câmara dos Deputados.