Uma das ênfases da Declaração de Buenos Aires (“intenção de ampliar a troca de experiências em políticas culturais, especialmente nos seguintes temas: (…) economia criativa”, com base no reconhecimento do “papel da economia criativa no desenvolvimento econômico e social”), levou brasileiros e argentinos a se comprometerem a organizar, em conjunto, uma bienal voltada à economia criativa. Na Argentina, mensura-se o setor como participando com 3,5% do PIB –faixa superior em várias vezes a setores do país vizinho como a pesca. No Brasil, o lançamento, este ano, da Secretaria da Economia Criativa pela Ministra Ana de Hollanda potencializa-se com acordos para o mapeamento do setor, com IPEA e IBGE –passo fundamental para a elaboração de políticas como a das Cidades Criativas e outras, a serem desenvolvidas em transversalidade com cerca de 15 ministérios.
Metodologias para reposicionamento
“Vamos aproximar nossas metodologias e afinar nossas atuações em questões importantes para a área, como marcos legais, questões de aduana e outras, promovendo trocas constantes entre nossas equipes. Assim, nos reforçaremos mutuamente e também à América Latina como um todo, para uma interlocução mais forte com organismos internacionais como a UNESCO.”
(Cláudia Leitão, secretária de Economia Criativa [em estruturação], do MinC )
Direitos de autor
“Estamos aqui para desenvolver a Cultura para além do espírito em que é tradicionalmente vista, ou seja, para levá-la também ao seu patamar de fenômeno econômico. Neste sentido, o avanço de marcos como os direitos de autor é fundamental entre nós. Assim como é fundamental o alinhamento geral entre Brasil e Argentina.”
(Rodolfo Hamawi, diretor nacional de Indústrias Culturais da Argentina)
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