A troca de experiências sobre os Pontos de Cultura (3.300 em todo o Brasil) e seus congêneres argentinos (200), surgidos a partir desta política brasileira, ganhou um Memorando de Entendimento próprio em Buenos Aires. Ele estabelece “ações de cooperação, formação e capacitação” para o programa argentino, dentre as quais, “participação de dirigentes e técnicos do MinC em encontros e seminários no âmbito do programa argentino” e o estímulo ao “debate sobre a criação de redes internacionais de Pontos de Cultura, em especial no âmbito do Mercosul e da América Latina e Caribe”. Na coletiva de imprensa, o Secretário Nacional de Cultura da Argentina (equivalente a ministro), Jorge Coscia, enfatizou que a Argentina “copia esta experiência brasileira”, uma vez que esta se inscreve entre as “iniciativas bem-sucedidas”.
Reconhecimento da iniciativa da comunidade
“Esta experiência dos Pontos de Cultura é fundamental porque trabalha diretamente com os cidadãos e as comunidades. Temos cerca de 3.300 pontos em todo o Brasil, em comunidades de alta vulnerabilidade social, nas cidades, nas aldeias indígenas, nas comunidades quilombolas.”
(Ministra Ana de Hollanda)
Construção de cultura no dia-a-dia
“Trata-se de uma construção da cultura, de uma política que proporciona o reconhecimento e a formação cultural ampla. Por exemplo, leva os jovens a reconhecerem os mestres nas suas comunidades. E, neste processo, o governo passa a ser um fomentador, um institucionalizador, para que a política aconteça.”
(Márcia Rollemberg, Secretária da Cidadania e Diversidade Cultural)
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