No último dia 29, o periódico Le Soir, o mais importante jornal da Bélgica, abriu espaço para crítica do espetáculo “No coração da tempestade”, do Balé Castro Alves, da Bahia – presente no Europalia entre 17 a 19 de novembro, em Mons e 24 a 29 de novembro, em Bruxelas. Diz o texto que a obra se inspirou em A tempestade de Shakespeare para discutir o colonialismo e juntou os elementos da peça com “uma boa dose de referências brasileiras, de corpos nus, enfeitiçados por uma mistura de canções barrocas e batidas contemporâneas”.
Segundo a crítica Catherine Makereel, a tempestade brasileira, marcada pela abstração, evoca o contrastante passado brasileiro. No dia 9 de novembro, o mesmo jornal havia feito uma entrevista com o coreógrafo Claudio Bernardo sobre a obra e relação atual do Brasil com o colonialismo (leia). A coreografia brasileira também teve espaço no Agenda/Brussel Nieuws, do último dia 25. Sob o título “Colocar o dedo na ferida”, a matéria diz que o coreógrafo volta à Bélgica 26 anos depois, questionando sua terra natal. Questionado se usou algum trecho do texto de Shakespeare no espetáculo, ele responde que apenas um: “Somos feitos do mesmo material que o material dos nossos sonhos”. Ele termina dizendo que a música também é elemento importante da encenação.
Outra coreógrafa que mereceu destaque na imprensa europeia foi Lia Rodrigues. Ela, além do Europalia, participa da Bienal de Dança de Charleroi. No último dia 15, a reportagem da Agenda/Brussel Nieuws comparou os espetáculos “Pororoca” e “Piracema”.
O jornal L’Echo, da Bélgica, foi outro que trouxe a coreógrafa em suas páginas, com um perfil de Lia Rodrigues e sua história com a favela – onde instalou sua companhia – e de como este ambiente interfere nas criações de seus espetáculos.
(Fonte: Ascom/MinC)
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