A matéria ‘Procurando o verdadeiro Brasil’ destaca a principal exibição do Festival Europalia, Brazil. Brasil, e demonstra como a arte brasileira causou uma imagem distorcida do país até revelar a realidade brasileira. Os curadores apresentam aspectos que caracterizaram essa evolução do Brasil colônia ao Brasil moderno.
A exposição retrata as mudanças do século refletidas por meio de retratos oficiais, cenas do cotidiano, a miséria, a escravidão, cenários tropicais combinando a arte moderna e a colonial, por muito tempo ignorada.
A matéria reporta que a partir de Jean-Baptiste Debret foi feita uma reavaliação da arte brasileira com a fundação, no Rio de Janeiro, da Academia Imperial de Belas Artes. Debret representava cenas e características do cotidiano e da sociedade brasileira, além de cenários de miséria e escravidão. Sua obra ‘Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil’ possibilitou a redescoberta da nação brasileira.
Várias obras são exibidas na exposição como a obra ‘A primeira missa no Brasil’ de Victor Meirelles, considerada um monumento histórico que mostra de maneira simbólica a descoberta do Brasil pelos portugueses com celebração de missa aos colonizadores e indígenas. A obra ‘Tiradentes Esquartejado’, de Pedro América foi selecionada devida sua importância e simbolismo e ‘Redenção de Cam’ de Modesto Brocos, que retrata a miscigenação e a purificação racial.
A identidade brasileira tornou-se reconhecida com a obra ‘Antropofagia’ de Tarsila do Amaral, considerada uma das obras mais autênticas, retratando imagens com cores e temas tropicais e brasileiros. Sua obra tinha influências estrangeiras com feições tipicamente brasileiras: era uma ‘arma’ intelectual contra atos que fugiam dos padrões culturais brasileiros. Além de Tarsila, houve na época, artistas importantes como Guignardi, Pancetti e Alfredo Volpi. A essência de seus trabalhos estava na simplicidade.
(Fonte: Ascom/MinC)
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