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sábado, 26 de maio de 2012 RSS Ouvidoria Fale com o Ministério
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Cordel On-line

Fundação Casa de Rui Barbosa mantém site dedicado à preservação e difusão do cordel

Os pesquisadores e admiradores da literatura de Cordel têm a oportunidade de visitar um acervo raro e volumoso sobre o assunto, por meio do site Cordel: Literatura Popular em Versos, criado pela Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) com o intuito de preservar, conservar e disponibilizar a maior coleção da América Latina, com mais de nove mil títulos. O acesso é gratuito e livre, sem necessidade de inscrição on-line.

O projeto conta com o patrocínio da Petrobrás, por intermédio da Lei de Incentivo à Cultura do MinC e apoio do Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e nasceu com intuito de disponibilizar a coleção de Leandro Gomes de Barros, pesquisado em profundidade pela profa. Ivone Maia com o apoio da FAPERJ,  em parceria com a Casa de Rui Barbosa.

Porém, diante da originalidade e raridade da coleção, o projeto foi ampliado, a fim de promover e garantir sua preservação. Nesse segundo momento, foi inserido, na coleção, um corpus maior, com mais 9 mil folhetos digitalizados e biografias de 20 outros poetas. Destes, estão publicadas no site cerca de 2.340 folhetos de cordel, biografias de cantadores e poetas. Os interessados podem também efetuar consultas bibliográficas, entre artigos, livros, teses e dissertações.

“A importancia do site se dá na medida em que ele divulga os folhetos, seus autores e o contexto da autoria. Além disso, a consulta à versão digital protege os originais do manuseio, colaborando para a sua preservação”, disse a diretora do Centro de Informação e Memória da FCRB .

A consulta a obras dos poetas estão divididos em dois grupos: poetas de 1ª geração e os de 2ª geração. O primeiro grupo corresponde aos nascidos na segunda metade do século XIX e o ingresso no cordel ocorreu entre os anos de 1893 a 1930. O segundo grupo corresponde a poetas que ingressaram no universo do cordel quando a produção e distribução dos folhetos já havia sido estabelecida. Fazem parte do primeiro grupo nomes como Antonio Ferreira da Cruz e Severino Milanês da Silva. No segundo grupo, figuram obras de Manoel D’Almeida Filho, Gonçalo Ferreira da Silva, entre outros.

Cordel

Principal fonte de divertimento e informação, sobretudo, da população do nordeste brasileiro, o cordel surgiu no Brasil na segunda metade do século XIX e rapidamente expandiu-se da Bahia até o Pará. Os temas eram os mais variados: as aventuras de cavalaria, as narrativas de amor e sofrimento, as histórias de animais, as peripécias e diabruras de heróis, os contos maravilhosos e uma infinidade de outros, que nos chegaram pela Literatura oral da Península Ibérica e que a memória popular encarregou-se de preservar e transmitir.

O cordel é valorizado como expressão poética de alta significação por escritores do porte de Ariano Suassuna, Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado, Guimarães Rosa, Mario de Andrade, João Cabral de Melo Neto, motivando (e continua a motivar) estudos e pesquisas nas áreas de Antropologia, Folclore, Lingüística, Literatura, História, entre outras.

Visite o site da Fundação Casa de Rui Barbosa

(Texto: Marcos Agostinho – Ascom/MinC)

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3 comentários

  • LITERATURA DE CORDEL GANHA ACERVO VIRTUAL « Blog da RRNE/MinC

    27 de janeiro de 2012

    [...] Com informações do Ministério da Cultura. [...]

  • CARLOS SILVA - POETA E CANTADOR

    18 de janeiro de 2012

    Como faço para enviar meus livretos para o acervo?

    RESPOSTA: para obter informações você deve enviar mensagem para Fale com o Ministério no link http://fale.cultura.gov.br/sisouvidor/autoatendimento/cadastro/formularioMensagem.jsp?strSelecao=ouvidoria

  • CARLOS

    18 de janeiro de 2012

    Um dedo de prosa em riste
    Um duelo amaciado
    Um “caboco” amulambado
    Com cara de quem tá triste
    Será que ele resiste
    A um aperto no peito
    Desses que o tal sujeito
    Mela-se borra e reclama
    Poeta que não tem fama
    Não faz um verso perfeito?

    Janela de brega aberta
    Puta fumando charuto
    Moleque vendo Naruto
    Dizendo frase incorreta
    Segue torto igual à seta
    Errando alvo bem feito
    Nos outros bota defeito
    Quando tomba cai na lama
    Poeta que não tem fama
    Não faz um verso perfeito?

    Um padre toma cachaça
    Disfarça e dorme no chão
    Despacha o sacristão
    Que junto seca a taça
    Os dois rindo acham graça
    Quando o álcool faz efeito
    E os dois tombam no leito
    Cada um na sua cama
    Poeta que não tem fama
    Não faz um verso perfeito?

    Rapariga apaixonada
    Cansou de ser a segunda
    Já levou um pé na bunda
    Espatifou-se na calçada
    Saiu sem direito a nada
    Levando tudo no eito
    Sacudindo o belo peito
    La na vila Pindorama
    Poeta que não tem fama
    Não faz um verso perfeito?