quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012 RSS Ouvidoria Fale com o Ministério
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100 anos de Nelson Rodrigues

Funarte abriu hoje (31), exposição que relembra momentos da vida e carreira do dramaturgo

O dramaturgo, jornalista e escritor Nelson Rodrigues completaria em 2012, cem anos de idade. Mas ele nos deixou há 32 anos e nos legou além de histórias ricas, registradas em seus livros, fatos e imagens de uma vida intensa. Para comemorar a data, a Fundação Nacional de Artes (Funarte), instituição vinculada ao Ministério da Cultura, abriu hoje (31 de janeiro), a exposição Nelson Brasil Rodrigues – 100 anos do Anjo Pornográfico – com um acervo de fotos, textos e objetos pessoais que revelarão ao visitante um pouco mais da vida e da obra do escritor teatral.

O evento também será marcado pelo anúncio de um edital, que será aberto a grupos de todo o país para a montagem das 17 peças que compõem a obra do dramaturgo e que serão encenadas nos teatros Dulcina e Glauce Rocha, da Fundação Nacional de Artes.

A exposição será instalada na sala Aloísio de Magalhães do teatro Glauce Rocha (avenida Rio Branco, centro, Rio de Janeiro). Os curadores da exposição Crica Rodrigues e Nelson Rodrigues Filho organizaram um recorte na extensa e variada obra do polêmico escritor e contam um pouco da história de cada uma de suas 17 peças teatrais.

O acervo da exposição, cedido pelo Centro de Documentação da Funarte (Cedoc), é formado por textos do próprio autor, de diretores de teatro, matérias de jornal, programas das peças, críticas, além de históricas históricas, desde a sua estreia no teatro com A Mulher Sem Pecado até A Serpente, sua última peça. Fotografias da época estarão em painéis deslizantes que levarão os visitantes a um passeio pelo que o próprio Nelson Rodrigues chamou de “O Teatro Desagradável”: as peças Psicológicas, as Míticas, chegando às Tragédias Cariocas. O trabalho de divisão, que permite ao público essa viagem, foi capitaneado por Sábato Magaldi.

O anjo pornográfico

Nelson Falcão Rodrigues foi um importante dramaturgo, jornalista e escritor brasileiro, tido como o mais influente dramaturgo do Brasil. Nascido em Recife, Pernambuco, no ano de 1912, mudou-se em 1916 para a cidade do Rio de Janeiro. Com apenas 13 anos começou sua carreira de jornalista, trabalhando no jornal A Manhã, de propriedade de seu pai Mário Rodrigues.

Foi repórter policial durante longos anos, de onde acumulou uma vasta experiência para escrever suas peças a respeito da sociedade. Sua primeira peça foi A Mulher sem Pecado, que lhe deu os primeiros sinais de prestígio dentro do cenário teatral. O sucesso mesmo veio com Vestido de Noiva, que trazia, em matéria de teatro, uma renovação nunca vista em nossos palcos.

A consagração se seguiria com vários outros sucessos, transformando-o no grande representante da literatura teatral do seu tempo, apesar de suas peças serem taxadas muitas vezes como obscenas e imorais. Em 1962, começou a escrever crônicas esportivas, deixando transparecer toda a sua paixão por futebol. Faleceu em 1980, no Rio de Janeiro.

Leia mais

(Texto: Marcos Agostinho, Ascom/MinC)
(Fotos: Cedoc/ Funarte)


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2 comentários

  • Fremy de Souza e Silva

    2 de fevereiro de 2012

    Parabéns pela iniciativa em homenagear esse que foi um dos nossos maiores gênios da dramaturgia, escrita e jornalismo. Acredito que a exposição deveria perpassar, pelo menos, por outras capitais brasileiras, incluindo-se Brasília.

  • Marcos Silva Oliveira

    27 de janeiro de 2012

    O que polemizamos é a necessária visão de autor. Sem obra própria esta perspectiva passa despercebida, ou mesmo, depreciada. Nossa estética além de produtora, enxerga na história as razões desta escolha e ato. Não somos passivos receptores. Não somos consumistas, mas, avançamos intelectualmente com qualquer obra e autor em enfoque.