Reconhecer e apoiar as expressões e o patrimônio cultural afro-brasileiro
A despeito de mais de três séculos de escravismo e de inúmeras tentativas de obliteração social e simbólica, a matriz cultural afro-brasileira resistiu ao domínio das elites, influenciando campos tão diversos como a língua, religião, música, dança, culinária e literatura brasileiras. Essa cultura não está hoje segregada na sociedade brasileira: brancos, negros, mestiços assumem esses aportes como parte integrante de sua cultura.
Contudo, apesar dos esforços de resistência, grande parte da população afro-brasileira encontra-se em condição de exclusão econômica, social e cultural. As estratégias das políticas culturais voltadas a essa população devem, portanto, associar a equiparação de oportunidades para negros e brancos, à conservação e proteção do extenso patrimônio cultural afro-brasileiro e quilombola e à garantia de acesso e inclusão de negros nas universidades, no mercado de trabalho e nas redes de circulação das manifestações simbólicas.
A implementação dessas ações deve ainda reservar atenção especial ao atendimento das comunidades das periferias dos grandes centros urbanos, em sua grande maioria jovem.
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