Tornar o Brasil um grande produtor e exportador de audiovisual
O conteúdo audiovisual brasileiro é um ativo de importância cada dia mais estratégico na vida nacional e na inserção global do país. A emergência de novos meios de difusão digital, especialmente a televisão e a internet de banda larga, oferece uma oportunidade decisiva para a distribuição e a exibição da produção audiovisual em língua portuguesa.
Nesse contexto, é preciso reconhecer a centralidade da televisão na cultura brasileira, que está presente em 97% dos lares do país. No entanto, apesar do crescimento relevante de nossa produção, o mercado cinematográfico brasileiro é ainda concentrado em poucas empresas internacionais.
Por outro lado, os canais de televisão contrariam uma prática global, produzindo quase tudo o que veiculam de conteúdos nacionais. Restringem, assim, o espaço para a produção independente e a expressão da diversidade. Por isso, o Brasil precisa regionalizar sua infra-estrutura de produção, fortalecendo produtores, distribuidores e programadores nacionais diante da enorme demanda de conteúdo que surge com os novos canais de exibição.
O Brasil tem o enorme desafio de apoiar a produção e a distribuição desses conteúdos nacionais e de regular a atividade econômica, para garantir espaço e competitividade à produção de todo o território. A desvinculação entre televisão aberta e produção independente sempre foi um entrave para o desenvolvimento de um modelo de indústria audiovisual mais republicano.
O Estado deve apoiar essa aproximação também por meio de mecanismos de fomento. No cinema, há ainda os desafios da qualificação da formação, da desconcentração e do fortalecimento tecnológico – além do apoio a novos agentes econômicos que possam atuar nessa complexa e exigente economia de forma competitiva. Por fim, deve-se aproveitar as oportunidades da era digital para estimular a proliferação de formas de registro e expressão audiovisual.
Os 1.095 estabelecimentos de cinema existentes no país estão presentes em apenas 8,7% dos municípios. Ficam localizados, em sua maioria, nas regiões metropolitanas – especialmente, nos shoppings e bairros de alto poder aquisitivo. Em comparação, 82% das cidades brasileiras dispõem de videolocadoras. Conforme a pesquisa DATABASE Brasil – 2006, promovida por empresa especializada no acompanhamento do mercado cinematográfico, os cinemas do País abrigavam 2045 salas de projeção em 2006.FONTES: Perfil dos Municípios Brasileiros, Cultura 2006 (MUNIC) – IBGE / DATABASE Brasil – 2006, Filme B
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