Combater as desigualdades regionais e desconcentrar a infra-estrutura e os meios de acesso cultural
As desigualdades territoriais brasileiras se expressam na cultura de forma clara. O povoamento do Brasil a partir do litoral produziu assimetrias que permanecem de forma contundente nos diagnósticos sobre as condições de produção e fruição cultural.
Até pouco tempo, a região Norte do país, detentora de uma rica diversidade em seu complexo amazônico e litorâneo, não possuía nenhum projeto atendido pelo Ministério da Cultura. Hoje, o quadro começa a mudar, mas resta muito a ser feito.
É preciso ampliar os editais públicos de seleção de projetos, como mecanismos de acesso eqüitativo aos recursos públicos pelas unidades da federação. Para tornar exitoso o processo de redução das disparidades, o Estado também deve realizar programas de capacitação de gestores e fortalecer as instituições culturaisdas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste.
Em todo o país, é necessário ainda reverter a concentração dos equipamentos públicos de acesso à cultura nos grandes centros metropolitanos, que marginaliza as populações mais pobres das periferias e áreas rurais.
Mais de 75% dos municípios não possuem centros culturais multiuso, e os índices de carência de museus, teatros e salas de cinema no País superam essa proporção.
FONTES: Perfil dos Municípios Brasileiros, Cultura 2006 (MUNIC) – IBGE
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